6 de maio de 2016 Share

Lançada oficialmente em Bela Vista, a campanha contra a febre aftosa

“Várias lideranças prestigiaram o evento contra a aftosa em Bela Vista”

Com um público de pelo menos 300 convidados, foi lançada nesta sexta-feira (6-5-2016), a primeira campanha de combate à febre aftosa no estado de Goiás este ano. A segunda será em novembro. O evento aconteceu no Piracanjuba Pró-Campo em Bela Vista de Goiás. Pela primeira vez esta campanha foi lançada em um ambiente eminentemente produtor de leite. Ao longo dos anos, essa iniciativa se realizou em fazendas produtoras de gado de leite.

O Combate à febre aftosa tem como carro chefe a Agrodefesa e parcerias com entidades de classe e empresas. Goiás tem alcançado altos índices de imunização e há 21 anos não é registrado qualquer foco da doença e o estado é tido como zona livre com vacinação. A luta agora é para alcançar a condição de estado livre de aftosa sem vacinação. Isso já está perto de acontecer e inclusive no próximo ano, será realizada em Goiânia reunião anual da Cosalfa-Comissão Sul-Americana de Luta Contra a Febre Aftosa. Neste evento pretende-se dar mais um passo rumo ao status de zona livre sem vacinação, não só para Goiás mas para o resto do País. O Brasil é considerado hoje um País quem tem alta qualidade em se tratando da condição sanitária de seu rebanho.

PRÓ-CAMPO

O Primeiro a discursar no evento  foi o diretor industrial do Laticínios Bela Vista Marcos Helou. Ele deu boas vindas aos visitantes assinalando do que era uma honra receber na propriedade, um evento dessa natureza. Fez uma breve explanação sobre o Piracanjuba Pró-Campo. Segundo Marcos, trata-se de uma Fazenda Escola criada há alguns anos e que já recebeu até agora cerca de 3.340 alunos entre técnicos, trabalhadores em fazendas, estudantes e outros interessados em tecnologias de produção de leite. O Pró-Campo possui hoje cerca de 12 cursos específicos entre eles, operadores de máquinas, cerca elétrica, pastagens, casqueamento, inseminação artificial e outros.

O Piracanjuba Pró-Campo realiza esses cursos sem nenhum ônus para o aluno que recebe acomodações e refeições. O Centro de Excelência tem também uma ala para recria de fêmeas. São bezerras dos fornecedores de leite que, quando nascem,  vão para a Fazenda Escola e só são entregues para os proprietários quando adultas e com prenhês confirmada. Para esse trabalho, o Piracanjuba Pró-Campo cobra apenas R$ 45,00  mensais do produtor. O sucesso de recria de fêmeas é tão grande que o Brasil tem um índice de mortalidade de bezerras na faixa dos 13%. Na projeto de recria de fêmeas, o índice é de apenas 1%.

Existe ainda outro projeto que é a venda de touros  da raça holandesa que são adquiridos no Paraná, passam por um período de quarentena e depois são vendidos aos produtores que pagam com cotas de leite. O Piracanjuba Pró-Campo é referência nacional  e já recebeu cerca de 5.400 visitantes inclusive de outros países e de outros estados. No momento por exemplo, vários alunos estão ali sendo treinados e são  procedentes de Minas Gerais, o estado brasileiro campeão na produção de leite.

ESFORÇO DE GOIÁS

O segundo a falar no evento foi o presidente da Agrodefesa  Arthur Toledo. Ele enfatizou a parceria entre  o estado e a iniciativa privada, cujo sucesso é uma realidade. Sobre o trabalho da Agrodefesa, Arthur agradeceu toda a equipe de funcionários deste órgão principalmente os técnicos de campo que trabalham em busca da melhor qualidade sanitária dos rebanhos.

Arthur salientou que o estado de Goiás produz hoje mais de hum milhão de toneladas de carne bovina anualmente e cerca de 3 bilhões de litros de leite. A condição de zona livre de febre aftosa com vacinação, tem conquistado novos mercados para Goiás. Arthur também acredita que em breve, Goiás e o Brasil deverão atingir o status de zona livre de febre aftosa sem vacinação.

NOVAS CAMPANHAS

Outro que discursou no evento foi o presidente do Fundo para o Desenvolvimento da Pecuária em Goiás – Fundepec  e Diretor Executivo do Sindicato das Indústrias de Laticínios no Estado de Goiás-Sindileite,  médico veterinário Alfredo Luiz Correia. Ele destacou que se Goiás tem hoje a qualidade de estado livre de febre aftosa, deve também em grande parte, ao trabalho do Fundo que repassa à Agrodefesa ,10% de sua arrecadação para ações diversas  em busca de melhor qualidade sanitária. A arrecadação do Fundepec é feita através das contribuições espontâneas dos pecuaristas e formou-se um Fundo Emergencial  Indenizatório para o caso de abate sanitário de rebanhos que por ventura, venham sofrer doenças infecto-contagiosas.

Em sua fala, Alfredo destacou ainda que o Fundepec  vai ampliar seu leque de atuação. Serão duas grandes campanhas no estado, também em parceria com a Agrodefesa , no combate à brucelose e à tuberculose bovinas. Trata-se de uma iniciativa que visa garantir ainda mais a qualidade dos rebanhos goianos.

RESPONSABILIDADE DE TODOS

Quem esteve também no evento foi o Superintendente  Executivo da Agricultura, Pecuária e Irrigação, Antônio Flávio Camilo de Lima. Segundo ele, a febre aftosa não é uma responsabilidade somente dos pecuaristas. É um trabalho que deve ser exercido por todos os seguimentos ligados à produção e venda de proteína animal. “É como a dengue. Toda a população deve estar atenta e unida no combate ao mosquito. A febre aftosa é a mesma coisa. Deve envolver todos os responsáveis por este setor do agronegócio ou seja, a produção, industrialização e venda de carne bovina.”

No evento discursaram ainda Ricardo da Superintendência de Agricultura, Eurípedes Bassamurfo, vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária, o prefeito de Bela Vista, Eurípedes do Carmo e o secretário interino da Secretaria de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, Agricultura e Irrigação, Luiz Maroneze  que na oportunidade, representou o governador Marconi  Perilllo. Ele ressaltou que se Goiás está hoje numa ótima condição em se tratando de qualidade sanitária do rebanho, isso deve-se as parcerias entre o governo e a iniciativa privada que em Goiás, tem sido a tônica de trabalho que vem dando certo ao longo dos anos. (Imprensa – Fundepec-Goiás)

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