Vacinação contra aftosa terminou e animais tiveram menos reações com nova dosagem
4 de junho de 2019 Share

Vacinação contra aftosa terminou e animais tiveram menos reações com nova dosagem

A maioria dos estados brasileiros encerrou a primeira etapa de 2019 da campanha de vacinação contra a febre aftosa. O Piauí, Maranhão e Pará terão prorrogação até 15 de junho, por conta de adversidades climáticas e problemas sanitários.

O Amazonas vai estender a imunização até 7 de junho. Em todo o país a previsão é de que sejam vacinados 218 milhões de bovinos e bubalinos. No mesmo período de 2018 foram vacinados 198 milhões.

Em cada etapa encerrada, os produtores devem procurar a unidade veterinária local para comprovar a vacinação em até 15 dias, conforme normativa de cada estado, evitando a aplicação de penalidades previstas em lei.

Segundo diversos relatos de produtores, os animais apresentaram menos reações no local da aplicação (caroços, inflamações ou irritações) com a vacina de 2 ml, o que se justifica em parte pela ausência da substância saponina na composição da nova vacina.

Diferentemente da última etapa de vacinação, em 2018, não faltou vacina de febre aftosa em nenhum estado durante a campanha. As vacinas remanescentes na dosagem de 5 ml (vacina antiga) foram utilizadas somente no estado de Rondônia, mediante autorização do MAPA e conforme acordado entre o estado e os fabricantes do produto.

Com relação à retirada da vacinação no estado do Paraná – prevista para novembro – a Divisão de Febre Aftosa, no Mapa, explica que dependerá de alguns ajustes, incluindo a instalação de um posto de fiscalização na BR 116 na divisa do estado com São Paulo e a contratação de agentes de fiscalização para o serviço veterinário estadual.

Atualmente, o Paraná dispõe de 31 postos para fiscalizar o ingresso de animais e de produtos de origem animal. Se todas as ações acordadas na última reunião do bloco V (do plano estratégico da febre aftosa) forem atendidas até setembro, o Paraná poderá suspender a vacinação da doença ainda em 2019, ficando dispensado da segunda etapa que ocorrerá em novembro. O rebanho bovino paranaense soma 9,3 milhões de cabeças.

Goiás por sua vez, aguarda para 2021 a retirada da vacinação contra a febre aftosa e, a partir de então, será declarado área livre da doença sem vacinação.

Fonte MAPA

Adaptação: Imprensa Fundepec Goiás

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