Associação Goiana de Suinocultores e Agrodefesa definem estratégias para evitar entrada da peste suína em Goiás.
30 de junho de 2019 Share

Associação Goiana de Suinocultores e Agrodefesa definem estratégias para evitar entrada da peste suína em Goiás.

Com o objetivo de evitar a introdução do vírus da Peste Suína Clássica no Estado de Goiás, a Associação Goiana de Suinocultores ( AGS) e a Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) estiveram reunidas no último final de semana. Na oportunidade, traçaram estratégias capazes de detectar preventivamente o problema.

A doença, embora não seja transmissível ao homem, mata porcos domésticos e selvagens, afeta a cadeia produtiva e traz prejuízos à

indústria, prejudicando a economia goiana. O encontro foi realizado na sede da AGS, no Parque Agropecuário de Goiânia.

As principais estratégias definidas são ações de educação sanitária em trânsito e em propriedades rurais produtoras de suínos; realização de reuniões com produtores que destinam animais para zonas que não sejam livres de Peste Suína Clássica; elaboração de materiais educativos e realização de palestras com envolvimento de todos os elos da cadeia produtiva. As medidas vão ser implementadas de imediato, por meio de parceria da AGS com a Agrodefesa.

 

Estiveram presentes na reunião o diretor de Defesa Agropecuária da Agrodefesa, Sérgio Paulo Coelho; o gerente de Fiscalização Animal, Janilson Azevedo Júnior; a responsável pelo Programa Estadual de Sanidade dos Suídeos, fiscal estadual agropecuária Denise Caroline Toledo e pela AGS, além do presidente Eugênio Arantes Pires, participaram também o diretor financeiro Fernando Cordeiro de Barros e a Gestora Executiva, Crenilda Neves.

Essas doenças são sérias, precisam ser monitoradas de perto e de muito cuidado por parte dos produtores. Goiás teve reconhecimento oficialmente pela OIE como Zona Livre da Peste Suína Clássica em 2016 e queremos reforçar nossa blindagem sanitária para fortalecer ainda mais a nossa posição como porto seguro para o fornecimento de carne suína.

PSC

A PSC é uma doença viral que acomete suínos domésticos e javalis e é altamente contagiosa entre os animais, mas sem risco de contaminação a humanos. Os sintomas são febre alta, conjuntivite, lesões avermelhadas na pele dos animais (hemorrágicas), principalmente nas extremidades do corpo. Ela provoca alta mortalidade, falta de apetite e fraqueza. O vírus é transmitido pelo contato direto com animais doentes; por pessoas, utensílios, veículos, roupas, instrumentos e agulhas com o vírus; por restos de alimentos mau conservados; ou da mãe para o filhote, ainda na placenta.

Orientações

A AGS recomenda que os produtores sigam algumas orientações sanitárias para evitarem a entrada da Peste Suína Clássica (PSC) e da Peste Suína Africana (PSA) no Estado.

Por serem doenças virais altamente contagiosas, a Associação recomenda impedir a entrada de pessoas nas granjas, cuja origem seja desconhecida, ou que tenham transitado pela Zona Não Livre (ZNL) de PSC no Brasil (AL, CE, PE, PB, RN PI, MA, PA, AP, AM e RR) e países acometidos pela PSA E PSC, mesmo que sem contato com o suíno doente. É aconselhado também manter o vazio sanitário de outros sistemas de produção e locais onde haja presença de suínos como frigoríficos, criatórios e feiras.

 

Procedimento com caminhões

– Caso ocorra o trânsito nos Estados que integram a ZNL (AL, CE, PE, PB, RN PI, MA, PA, AP, AM e RR) os veículos devem ser passar por lavagens, desinfecção e vazio sanitário antes de retornar à Zona Livre;

– Orientar os motoristas para lavarem as botas junto com a lavagem do caminhão, assim como as roupas utilizadas. E para ele não trazer alimentos de origem animal da ZNL para ZL.

 

Na granja

– Antes dos caminhões ingressarem na granja ou encostarem no embarcadouro, realizar a checagens de limpeza. Recomenda-se realizar nova desinfecção, com uso de desinfetantes viricidas, conforme orientado pelo Serviço Veterinário Oficial.

Entrada de animais

– Aquisição de reprodutores (matrizes ou cachaços) deve ser feita somente de Granjas de Reprodutores Suídeos Certificadas;

– Adquirir de granjas com status sanitário conhecido e acompanhado com Guia de Trânsito Animal (GTA), pois este documento garante a procedência e é uma ferramenta de rastreabilidade efetiva dos órgãos de defesa.

 

Fonte e fotos: Imprensa AGS

Adaptação: Imprensa Fundepec-Goiás

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